A importância da empatia organizacional

Atualmente, as organizações vêm se importando cada vez mais com a valorização do indivíduo no que tange à aspectos subjetivos e motivacionais. A supervalorização do capital e da tecnologia se tornou obsoleta, frisando que os recursos humanos podem ser tão importantes quanto esses, ou até mais. Nas relações humanas, incluindo no âmbito empresarial, uma palavra tem se destacado, se mostrando cada vez mais essencial, a empatia.

No senso comum, a empatia pode ser generalizada como “colocar-se no lugar do outro”. Não há erros nessa definição, porém ao analisar minuciosamente a palavra e seu conceito, é possível chegar ao ponto fraco de muitas empresas, a falta de comunicação e desenvolvimento de talentos. A empatia organizacional necessita de uma comunicação clara e eficaz, além de uma gestão de recursos humanos que possibilite correlacionar as aptidões individuais com os contextos sociais.

A empatia organizacional pode ser confundida com a expressão “passar a mão na cabeça”, que se difere muito do seu real significado, a habilidade de tratar o outro como o outro gostaria de ser tratada de acordo com seus valores, crenças e emoções.

Sabendo diferenciar empatia organizacional de gentileza e com o auxílio de uma comunicação objetiva e que permita o entendimento de todos, o líder conseguirá entender o contexto em que cada membro de sua equipe se encaixa, para que assim o relacionamento interpessoal seja aprimorado, permitindo a estimulação de habilidades e ações estratégias.

Cabe ao líder também promover critérios justos e igualitários a todos, além de ter para si a curiosidade de entender o comportamento dos colaboradores, a fim de estabeler um equilíbrio emocional.

Ao elevar o nível de empatia na organização, o ambiente se torna mais agradável, os colaboradores passam a atuar mais motivados e seguros, o nível de competição é reduzido e passa-se a buscar, além do lucro, harmonia nas relações pessoais.·.

A empatia possibilita também a observação de novas visões e aspectos que passam despercebidos no dia a dia, e deve ser reconhecida como uma força capaz de promover mudanças em todos os ambientes existentes, capaz de melhorar e cultivar relações.

Deixar de lado os próprios interesses, sentimentos e expectativas para compreender o próximo sem pré-julgamentos, uma arte que deve se tornar hábito: empatia.

Aná Flávia Castro Neto – Consultora de Gestão de Pessoas
Mariana Candiá Fernandes – Consultora de Gestão de Pessoas
Carla Vilani Alvarenga – Gerente de Projetos

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