Um momento de reflexão!

Mais uma vez, assistimos à um acidente ambiental sério causado pela irresponsabilidade e pelo descaso de empresas que, a todo custo, coloca seus lucros em primeiro lugar. O episódio de agora é o vazamento de efluentes industriais, de outra gigante da área de mineração de bauxita, localizada no município de Barcarena, nordeste paraense.

A empresa, que pertence à um grupo norueguês (isso mesmo que você leu, NORUEGUÊS), inicialmente omitiu que tivessem tubulações de descarte do resíduo. O que depois teve que recuar e confirmar a informação de que possuem tubulações de descarte não mapeadas e informadas ao órgão ambiental do estado do Pará.

A Noruega, um dos países que mais prega pela sustentabilidade, país com alto índice de desenvolvimento social. Dona de um dos maiores fundos de investimentos, com participações em 9.000 empresas e que controla 1,3% da capitalização mundial total. Tendo o mesmo, o objetivo financiar os serviços sociais no país quando as reservas de petróleo terminarem.

Bem, como questionado no último artigo, “onde vamos parar”?

Pessoas, empresas e países, se colocam acima de tudo e de todos. Sugam os recursos, sem nenhuma ética e compromisso. Fazem em outros países, o que não poderiam fazer em seu país de origem, por ele ser “mais desenvolvido e compromissado com as questões socioambientais”.

O pior, é que junta-se à isso, o descaso, o despreparo, a conivência e a politicagem dos órgãos estaduais e federais de meio ambiente. O que engrandece mais as consequências deixadas por estes acidentes, vide Mariana – M.G. (2015).

Não tem, nem vinte dias, que o IBAMA regulamentou, por meio da instrução normativa º. 6, o decreto federal nº. 9.179, que permite descontos em multas aplicadas pelo IBAMA e ICMBio, à empresas infratoras das normas ambientais vigentes em nosso país.

Quem irá pagar a conta, de mais este desastre?

Como dar condições operacionais ao nossos órgãos e instituições de fiscalização ambiental?

Como custear programas socioeducativos, programas de controle e recuperação ambiental de áreas afetadas?

Quem ganha com isso?

Além dessas perguntas, existem outras mil que podemos formular e que não terão respostas diretas e convincentes. Mas uma coisa posso falar: o lucro sempre vai para fundos de investimentos e outras instituições alocadas fora do nosso país.

Dinheiro esse, que será aplicado na melhoria da qualidade de vida da população dos países sede destes fundos, empresas e instituições. Que sempre pregam o seu engajamento nas questões sociais, culturais e ambientais. Enquanto isso, nossa sociedade…

Post Rafael Cardoso

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