Preservemos o humano em nós e não sejamos engolidos pela tecnologia.

Estamos vivendo um momento em que a facilidade para comunicarmos nos proporciona conexões rápidas de formas variadas. Via de regra passamos bastante tempo na internet navegando pelas redes sociais. Não só criamos uma urgência em saber o que acontece com os outros, como também, temos a necessidade de atualizar as notícias do Brasil e do mundo. Enquanto alguns desenvolvem compulsões que os mantém “presos” neste mundo digital, outros necessitam expor suas conquistas, viagens, novidades, numa tentativa talvez de mostrar o sucesso e o êxito que possuem. Enfim, todos estes instrumentos de comunicação poderão ser úteis ou nos prejudicar dependendo da forma como são utilizados.

Muitas pessoas, na ânsia de se conectarem, entram nas redes sociais logo que acordam, e do mesmo modo, ficam até tarde da noite navegando pelo mundo virtual. Afinal, as informações estão próximas através de aparelhos que cabem na palma da mão.

Toda esta tecnologia facilita nossas ações e nos favorece muito, porém, corremos o risco de saber tudo de todos e nos afastarmos de nós mesmos.

Uma frase de Einstein me chamou muito a atenção: “Tornou-se chocantemente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade”. Esse pensamento retrata o que está acontecendo na atualidade.

É necessário que nos eduquemos para preservar o “humano” em nós com o objetivo de não sermos “engolidos” pelo fascínio da tecnologia que nos encanta e que também nos aprisiona e robotiza.

Penso que vez por outra precisamos desconectar das redes para criarmos oportunidades de conectarmos com nós mesmos. Parar alguns minutos, descansar a mente pelos tantos estímulos que nos acomete, respirar fundo, oxigenar o cérebro, perceber os próprios pensamentos, sentimentos e reais prioridades é de fundamental importância para distanciarmos do isolamento social. O uso excessivo das tecnologias pode viciar e seus efeitos negativos se comparam ao uso de drogas ou álcool.

Lembre-se sempre, que ao cuidarmos das nossas necessidades, os outros terão o melhor de nós. Quero deixar aqui alguns questionamentos para reflexão:

Você está se cuidando ou se deixando de lado?

Você usa a tecnologia ou é dominado por ela?

Respeitar os próprios limites é fazer opções saudáveis, pois promove vida com mais qualidade e prazer apesar dos desafios. Se não tomarmos cuidado, viveremos numa “prisão sem grades” a mais perigosa e terrível de todas as prisões, pois ela é invisível, às vezes imperceptível e possui um forte poder de aprisionar nossas emoções e pensamentos, roubar sonhos, tempo e nos fazer reféns de más escolhas. Será que estamos perdendo o lado humano e nos robotizando? Fiquemos atentos ao fato de que talvez estejamos caminhando a passos largos para o isolamento e dependência das redes sociais. Que possamos usar a tecnologia a nosso favor e não contra nós mesmos.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.