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Resiliência não tem nada a ver com conformismo!

A resiliência pode ser definida como uma capacidade universal que possibilita a pessoa, grupo ou comunidade prevenir, minimizar ou superar os efeitos nocivos das adversidades, inclusive saindo dessas situações fortalecida ou até mesmo transformada, porém não ilesa. Grotberb (1995)

O conformismo é uma forma de influência social que resulta do fato de uma pessoa mudar o seu comportamento ou as suas atitudes por efeito de pressão do grupo. O conformismo é uma forma de interação, um processo de influência inerente ao funcionamento dos grupos.

Na última década o conceito de resiliência tem sido muito discutido principalmente pela psicologia positiva, e isso é bom! Mas, muitas pessoas acabam de fato confundindo esse conceito e trabalhando seu próprio comportamento com o objetivo de alcançarem maior resiliência, mas, de maneira completamente equivocada.

Muitos mecanismos sociais ao longo da história fomentaram nas pessoas um pensamento conformista, comportado e não polêmico… E é exatamente isso que faz com que grandes sonhos e grandes objetivos fiquem cada vez mais apequenados, e por isso nos tornamos não apenas acovardados mas também mesquinhos diante da vida e dos objetivos.

Proponho então, um exercício mental, ok? Para isso tomemos como exemplo nossa condição política atual… O Brasil está diante de um cenário completamente antagônico a tudo que já vivemos, nenhum de nós, inclusive nossos políticos, tem preparo para lidar com tanta exposição e tanto abuso. Já pensou nisso?

Então vamos fazer dois exercícios o primeiro será do conformismo, e o segundo da resiliência.

CONFORMISMO
Para ser conformista, lembrando o conceito: “Mudar o seu comportamento ou as suas atitudes por efeito de pressão do grupo.” Seria mais ou menos assim:
Fala: “Não tem jeito… quanto mais se tenta consertar mais estraga…”
Pensamento: Deixa do jeito que está… “merda” quanto mais mexe mais fede…
Ação: Deixa de dar sua opinião, consequentemente não influencia ninguém a lutar
Palavra: ESQUECIMENTO

Segundo Exemplo:
Fala: “O político pode até roubar… contanto que ele faça algo pro povo…”
Pensamento: Roubar todo mundo rouba, se eu estivesse lá eu iria roubar um pouco… mas eu faria algo para povo também…
Ação: Se tiver uma chance de saber dos detalhes privilegiados do edital… Farei isso!
Palavras: TODO MUNDO FAZ

RESILIÊNCIA
Para ser resiliente, lembrando o conceito: “Prevenir, minimizar ou superar os efeitos nocivos das adversidades.” Seriamais ou menos assim:
Fala: “Precisamos de fato entender melhor sobre os mecanismos políticos que permitem tanto abuso…”
Pensamento: Preciso me informar melhor sobre algumas políticas, para saber me posicionar em uma discussão.
Ação: Participar de debates sérios sobre assuntos importantes, acessar
Transmissão ao vivo do Senado ou Portal da Câmara dos Deputados ou ainda Portal Brasil.
Palavra: POSICIONAR-SE

Fala: “Estamos em crise. Vamos nos comportar adequados ao cenário de crise, sem desejar alucinadamente que ela passe. Vamos aprender com isso!”
Pensamento: Está difícil e extremamente desconfortável, mas desistir não é uma opção… então vamos caminhar de acordo com nossas possibilidades.
Ação: Consumir menos, fazer mais refeições em casa, manter encontros sociais com programações mais intimistas e com a colaboração de cada um levar algo…
Palavra: ADEQUAÇÃO

Vamos combinar? É muito mais fácil ser conformista do que resiliente, certo? Mas o conformismo gera um sentimento de escravismo, abandono e derrota, e a resiliência gera um sentimento de “dever cumprido” de auto confiança e esperança. A pergunta é qual desses sentimentos você quer ter?
Então! Quer uma política melhor? Seja um cidadão melhor!

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