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O erro do jardim de infância que até hoje cometemos

Como se não bastasse a pressão que temos do sócio/chefe, família ou Estado, muitos de nós contam com um fiscal que pode ser ainda mais desagradável do que todos esses: a própria consciência.

Parte do problema é que essa parte de nós nem sempre está necessariamente nos gerenciando da melhor forma possível, mas com um objetivo extremamente particular, o de sustentar uma imagem que criamos de nós mesmos. Isso mesmo. Não é a que o chefe tem, não é a que nosso parceiro tem, mas é a que nós acreditamos que eles tenham.

Não sou psicanalista, mas nunca esqueci de algo que li de Jacques Lacan, um dos maiores psicanalistas de todos os tempos: Ele discorre muito sobre como nos enxergamos através dos olhos dos outros. E que cada um de nós possui internalizado “o grande outro”, uma figura que a nossa inconsciência cria, para quem estamos a todo momento dando satisfações.

Já parou para refletir sobre isso?

Claro, ter em mente quem você acredita ser ou o que objetiva ser é muito importante. Isso nos norteia para as escolhas que tomamos no dia a dia. Mas infelizmente a nossa mente não é sempre tão linear, e pode facilmente confundir um fracasso de resultado com SERMOS um fracasso, ou uma confusão que tivemos com sermos atolados ou irresponsáveis.

Esse processo acontece em um nível de consciência tácito, oculto. Não pensamos sobre isso, simplesmente nos sentimos. Chamamos isso de processo pré-reflexivo. E apesar desse fenômeno ser, inicialmente, fora do nosso controle, podemos sim modificar a nossa reação a esse sentimento que emerge.

Lembre-se: Não precisamos responder a todos os sentimentos e pensamentos que passam em nossa cabeça. Podemos escolher quais iremos responder.

Mas para isso, precisamos estar muito atentos para como está sendo a experiência que estamos tendo de nós mesmos. É fácil cair na tentação de distorcer a nossa própria imagem. E tudo por um erro primário incrivelmente básico, uma falácia – a de achar que uma parte pode representar o todo. O que não acreditaríamos e facilmente corrigiríamos se estivéssemos escutando algo do gênero vindo de outra pessoa.

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