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História e empreendedorismo: reconhecendo as dificuldades para encontrar soluções corretas

A ideia empreendedora sempre esteve presente na história. No entanto, é notório que esse conceito não é unívoco. Muitas mudanças foram feitas até que hoje se entenda o que se compreende por empreendedorismo. Com essas mudanças conceituais, ocorreram também diversas mudanças estruturais que fizeram com que os desafios se alterassem com o passar dos anos. Entender essas transformações é importante na medida em que saber quais são as verdadeiras dificuldades faz com que se busque soluções corretas e eficazes para se resolver aquele problema. Dessa forma, nota-se que os problemas do empreendedorismo do passado não são os mesmos dos jovens empreendedores atuais e, assim, as respostas de hoje serão e devem ser diferentes das que um dia resolveram questões anteriores.

Empreendedorismo esteve presente de forma difundida no país antes mesmo da chegada dos portugueses. Porém, com as expansões marítimas, as colonizações e com a Revolução Industrial a ideia mais atual de empreendedorismo começou a ser balizada. É possível resumir o que se entendia por empreendedorismo no século XVII por “fazer coisas grandes”, uma vez que a competitividade estava em alta na época. Sendo assim percebe-se um avanço nos grandes projetos. Dando um salto histórico, empreender nos anos noventa traduzia uma ideia de que se poderia ser grande, se começasse pequeno. Isso foi fruto de uma sociedade que se baseava na produção em massa, na repetição de demandas, mas que começou a ver que o futuro requeriria uma personalização dos serviços e uma novidade dos produtos.

Hoje, o desafio de empreender é exatamente esse: inovar. Essa ideia é resposta de uma sociedade já latente por inovações, que, a princípio, causavam uma resposta defensiva da coletividade, mas que começaram a ganhar espaço diante de um desgaste da massificação daquilo que já era oferecido.

Percebe-se, assim, que antigamente os desafios eram muito mais no aspecto generalizador da produção, para que os negócios crescessem e o consumo se homogeneizasse. No entanto, a ideia, agora, é tratar o cliente na sua individualidade, tentando criar e explorar demandas anteriormente desconhecidas. Isso reflete empecilhos muito peculiares da era contemporânea, sendo constatado que dois em cada três jovens desejam abrir o próprio negócio. Desse modo, além dos desafios para se alcançar o cliente, há também a expansão da competitividade.

Esses desafios podem ser resumidos em: estabilidade e segurança financeira. A grande diferença na atualidade é que muitos jovens que atuam nessa área têm conseguido perceber novas formas de resolução desses desafios através de um fator que, por muito tempo, foi esquecido ou, até mesmo, desprezado: o jurídico. Como dito, é importante conhecer as novas barreiras do empreendedorismo para se buscar novas respostas. Sendo assim, as demandas jurídicas têm sido observadas como meio para solucionar diversos conflitos do mercado. Mais que isso. O Direito tem prevenido problemas nos negócios desde a criação, estruturando o negócio internamente, com o estatuto social e o contrato social, regularizando-os, o que, além de segurança, traz mais condições para que os empreendedores possam crescer, através de contratos de prestação de serviços bem elaborados, e, também, de serviço de consultoria que, mais do que prevenir conflitos, buscam prestar uma assistência nessa busca por inovação que é tão essencial na conjuntura atual, além de assegurar a inovação através de registros de marcas e patentes. É preciso, portanto, que empreendedores andem de mãos dadas com profissionais da área jurídica no caminho de superação dos desafios de seus negócios.

Luiza Athouguia Abdalla, Gerente de Execução
Letícia Agostinho Mouro, Consultora de Projetos
Lucas Lana, Consultor de Projetos

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