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Como as empresas juniores podem potencializar seu negócio?

As empresas juniores (EJs) são associações civis sem fins lucrativos que, formadas exclusivamente por estudantes universitários, possuem como um de seus principais objetivos contribuir para o desenvolvimento do país por meio do fomento ao empreendedorismo. Para tal, de acordo com a sua área de atuação, prestam consultoria e executam projetos a micro e pequenas empresas, de maneira a gerar valor para as partes envolvidas no processo.

Essa sobredita consultoria consiste em serviço personalizado, no qual é realizado um diagnóstico mais assertivo das necessidades e dos pontos de melhoria do negócio, já que são consideradas as particularidades de cada cliente. Por causa disso, é possível maior eficácia na formulação de soluções, proporcionando base mais sólida para que o microempreendedor desenvolva suas atividades e, por conseguinte, obtenha melhores resultados. Dessa forma, as micro e pequenas empresas tornam-se mais competitivas, o que contribui, inclusive, para dinamizar o setor econômico no qual estão inseridas.

Além disso, as EJs possibilitam que microempreendedores contem com serviços de alta qualidade a preços mais acessíveis, já que toda a renda proveniente dos projetos desenvolvidos é reinvestida na manutenção da própria empresa e na capacitação de seus membros. Segundo Marcus Barão, ex-presidente da confederação brasileira das empresas juniores, a Brasil Júnior, os valores dos serviços de uma EJ – de elevado padrão, dada a finalidade educacional do empreendimento – podem chegar a 15% daqueles cobrados por empresa atuante no mercado sênior. Sendo assim, serviços de consultoria Júnior permitem que as micro e pequenas empresas desfrutem de elevado custo/benefício ao realizar investimentos.

Diante dos impactos econômicos e sociais promovidos pelas Empresas Juniores, fez-se necessária a elaboração de legislação que as regulasse. Em 2015, foi sancionada a Lei 13.267, denominada Lei das Empresas Juniores, que na prática representa o reconhecimento da importância das EJs, por parte da sociedade civil e dos setores públicos. Dentre os pontos nela abordados, merece destaque alguns dos requisitos para a obtenção do selo Empresa Júnior, como a necessidade de professor(es) orientador(es) habilitado(s) pelo conselho profissional regulamentador de sua área de atuação, conforme o art. 4º, parágrafo 1º da referida lei. Além disso, é importante evidenciar o comprometimento das Empresas Juniores, estipulado pelo art. 8º, inciso II, em exercer suas atividades em consonância com a legislação específica aplicável à sua área e com os acordos e convenções da categoria profissional correspondente.

Em suma, a devida regulação legal contribui para que os resultados alcançados pelas Empresas Juniores, que já são demasiado expressivos, sejam potencializados. Só para ilustrar, em 2017, até o mês de maio, o Movimento Empresa Júnior – que reúne as empresas desse setor no Brasil – já movimentou, 6,4 milhões de reais em pouco mais de 3200 projetos, evidenciando o seu potencial de crescimento.

Ana Luísa Carvalho, Consultora de Projetos
Letícia Andrade, Consultora de Projetos

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