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Coaching, história com histórico

Muitos modismos passam por nós, e é verdade… Nem tudo importa! O Coaching é considerado por muitos um modismo efêmero. Mas nem sempre foi assim. Claro sempre que alguma coisa atinge altos níveis de popularidade, na maioria das vezes, se torna banalizado. Nós, coachs, ficamos preocupados com isso, pois embora muitas pessoas não façam idéia do que é coaching, muitos não querem nem saber. Então esclarecendo… Esse texto é pra quem quer saber!

Historicamente o Coach surge em 1500 na Inglaterra, só que o nome era dado para pessoas que conduziam carruagens, depois o termo começou a ser usado para a pessoa que orientava alunos universitários e, só no século XX, o coaching se tornou uma ferramenta estratégica tanto para esportistas de alta performance como no campo empresarial. Destaco aqui um importante influenciador contemporâneo, Tim GallweyTimothy (TimGallwey que é o pioneiro no movimento da psicologia aplicada ao esporte e ao mundo corporativo, reconhecido como o fundador do conceito Coaching.

Para ser Coaching então havia alguns importantes pré-requisitos, tais como: ter experiências vividas em cargos de alto poder hierárquico, possuir um bom conhecimento das complexidades humanas nas áreas psíquica, emocional e comportamental, possuir grande capacidade para transitar no mundo corporativo e ser alguém com respeitabilidade no meio. Os clientes eram esportistas de alto destaque, CEO’s (Chief Executive Officer), alguns políticos, chefes de estado entre outros. Fica claro que exercer o papel de coach era extremamente restrito. Daí é que surgem os comentários sobre a banalização do Coaching. Será? Até que ponto?

Tornar o Coaching mais acessível não o torna banal. O Coaching é um processo extremante eficaz e por isso começou a expandir-se em maior escala, deixando de ser tão restrito para ser mais popularizado. A velha história que a diferença entre o veneno e o remédio está na dose, pode se aplicar ao que estamos vivenciando em relação a propagação do Coaching. Muitas escolas dizem formar coachs, mas um coach não se forma apenas porque possui uma certificação, um coach se forma através de sua vivência de anos em meio às complexidades que assolam pessoas que precisam estar em seu funcionamento ótimo todo o tempo. Falhas a eles não são permitidas, e o coach precisa saber ressignificar tudo isso.

Dizem por aí que o processo de Coaching é ajudar o sujeito a identificar seu ponto “A” (onde você está) para traçar o caminho, para chegar ao seu ponto “B” (onde você quer chegar). Essa é uma boa explicação, mas está longe de ser suficiente. Em minha história pessoal conheci o Coaching quando cursava minha primeira graduação, Administração de Empresas. Fiquei encantada com os cases que lia, cada leitura que fazia mais inspirada ficava. Então busquei minha primeira formação, mais encantada ainda eu fiquei, busquei os meus primeiros atendimentos, comecei a me identificar muito com tudo que o Coaching propunha, até que me deparei com um caso muito complexo, que envolvia processos traumáticos do coachee… foi a primeira vez que me senti perdida e naquele atendimento tive a certeza que sem a Psicologia não dava. Foi então que procurei minha segunda graduação, em Psicologia, e então pude me sentir totalmente capaz para atuar como coach.

Hoje temos muitas escolas que sistematizaram os processos e as ferramentas que utilizamos nas sessões de coaching, isso é bom. Só não devemos confundir a facilidade do acesso, tanto a formação como as ferramentas, com ser coach. Se tornar um coach é um processo longo, a formação é apenas o primeiro passo.

Ainda lamento a falta de requisitos, tanto na Psicologia quanto no Coaching, para aquisição de fato do direito da atuação profissional. As universidades que formam psicólogos e as escolas que formam coachs deveriam criar uma fase probatória para que o próprio mercado pudesse filtrar tantas pessoas que passam pelas formações, mas que dificilmente conseguirão atuar de maneira relevante para seus clientes.

Quem pode garantir a segurança psíquica e emocional desses clientes, que de maneira pura entregam suas frustrações, crenças, sonhos… nas mãos de pessoas que nem sempre estão preparadas para atuar com tamanha complexidade?

Fica a dica: se você deseja atuar como profissional, não seja imprudente com você mesmo, busque boas formações e atue ao lado de pessoas que podem ajudá-lo a inserir-se no mercado de maneira responsável. Ou, se você gostaria de passar por um processo de coaching, se preocupe em olhar o histórico de formação do profissional que você quiser escolher.

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